domingo, 12 de setembro de 2010

Carta à matemática

Querida Matemática,
Você veio como quem era mais uma solução momentânea para especificar o rebanho, e desde então apoderou-se da humanidade.
De pouco a pouco alienou os mais inteligentes para ganhar uma quantia absurdamente pequena ensinando suas práticas que nada valem, (esses que poderiam ser grandes filósofos, escritores renomados, ou até detentores do prêmio Nobel da Paz), a senhora enlouqueceu John Nash, e anualmente cria milhões de conflitos paternais em razão das suas reprovações escolares (que tomam anos preciosos de ensinos), além, é claro, de furtar da grade escolar horários que poderiam ser creditados a matérias existentes, que fariam o mundo melhor.
Se a senhora não fosse tão arrivista, se contentaria em servir pro nosso dinheiro, e algumas situações corriqueiras, mas não, como se não fosse o bastante, envolveu as pobres letras, que se transformaram em símbolos matemáticos. Não posso deixar de citar, os milhões de jovens que são impedidos de ingressar em um Ensino Superior em função de suas horríveis incógnitas.
Em vista de tanta discórdia, querida matemática, só tenho uma ressalva a fazer, e espero sinceramente que siga meu conselho: Cresça e resolva seus próprios problemas!

Atenciosamente,

Pedro Mamede.

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