domingo, 12 de setembro de 2010

Prepotencia ou insegurança ?

Se não tens coragem de dizer eu te amo, és prepotente. Se tens necessidade de ouvi-lo a todo e qualquer instante, és inseguro.

Olhos meus

O subliminarismo de seus olhos diz tudo. Que olhos! Creio eu que guiariam a noite mais escura, daria direção a qualquer desalinhado. Quando entrecerra-os causa um ar de mistério trivial em qualquer filme de suspense, e quando ri diminui-os, porém continuam sendo seu ponto forte !
Quando morrer espero que seus olhos sejam cuidadosamente retirados, e colocados a postos em um museu, quem morrer sem vê-los não saberás a perfeição!
E se acaso sentes consternação alaga-os e comove qualquer ser humano em perfeito estado. Diria que seus olhos afundados em lágrimas são como o tesouro no perdido no mar.
E se me perguntam qual a definição de feliz, digo eu : “Afortunado quem vê naqueles olhos, no eco das palavras, o som do amor,e pode chama-los de meus.”

Dúvida cruel

Atravessam a rua,

Sabendo da morte,

A verdade crua,

Não lhes muda a sorte,


Nem a imbecilidade alheia,

Ou a exagerada ignorância,

Impedem-nos de soltarem teias,

Causando-me ânsia,


E quando se tem fim à mundana ofensa,

Percebo minhas opções engolindo fel,

Amor, ódio, indiferença,

Ó,dúvida cruel.
A religião deveria parar de incomodar-se em provar sua verdade absoluta, e começar a preocupar-se com seu estrago na sociedade.

Conspiração

Você simplesmente me deixa,
E quem ouve minha queixa?
Sobra-me o sol,
Que bobagem, o sol não fala,
Ele apenas toma pra si,
O brilho que rouba de ti.

Quando seu querer renuncia,
Emocionalmente asfixia,
Volto pela noite sem luz,
Pois a lua está ocupada,
Iluminando seus caminhos,
Deixando-me a lágrima.

Enfim cospe-me de sua vida,
Faz à minha sofrida,
E se Deus for real,
Esquece-se de mim,
Pra lhe ser leal.

Políticos não, pessoas sim !

Para ser político é necessário corrupção, uma concepção bem diferente de moral e uma sujeira inigualável. Por essas e outras, votemos em pessoas.

Pseudo - democracia

O ano é 2030, o povo brasileiro encontra-se indignado com a situação da economia e outros aspectos de sua pátria. Ingênuos, esquecem quem os colocou em tal situação: eles mesmos.
Está instalada no país uma pseudo-democracia absolutista que consiste na troca de candidaturas alternadas entre as campanhas pelo Rei Luís e Duquesa Dilma. A imposição aos eleitores foi fácil: implantação do medo em relação a população por uma quantia em dinheiro dada a plebe, tal quantia tirada das verbas escolares, da saúde, segurança, transporte público, que na década 30, somados chegam a apenas a metade do dinheiro gasto pelo “Bolsa-genocídio”.
Através da mídia alienam o povo a pensar na isenção da bolsa caso outros candidatos venham a tornar-se eleitos.
Podemos mudar esta realidade, mas você sabe como funciona: é mais cômodo reclamar do que agir.

A cobrar

Lucas estava exaltado, havia a pouco comprado um celular novo. Esquecido que era sem uma agenda não encontrava nem o número de sua namorada (Bruna, que morava junto a ele). Ela havia ligado do lar para avisar-lhe sobre sua doença: estava gripada fortemente, precisava que ele cuidasse dela. O jovem a amava com todas suas forças e havia enfrentado a família e muitos amigos para ficarem juntos, tais adversidades em função da sua carreira de modelo de roupas íntimas. Ele não poderia deixar de se apaixonar por Bruna, haviam se conhecido em um ensaio no qual era o fotógrafo principal, a cada clique surgia um elogio mais ousado destinado aos ouvidos da garota. Lucas era conhecido com um mestre na arte da sedução, tal que a jovem não escapou ao seu charme.
O garoto era um jovem alto, belo, diziam as boas línguas que seu corpo havia sido esculpido por Deus, e as más diziam que ele teria feito um pacto com o Diabo para ser tão exuberante. O cabelo espetado em um tom preto claro dava ao rapaz um ar de galã hollywoodiano. Malhava quatro vezes por semana, além de fazer natação regularmente. Sempre fora gentil com as mulheres, e o melhor amigo para os que o agradavam (o que completava sua perfeição). Decidira pela carreira de fotógrafo ainda na escola, quando em seus devaneios adolescentes conheceu um primo que exercia tal profissão, ficaram muito amigos e ele o levara para tal caminho.
Bruna por sua vez vinha de família humilde, porém erradicou-se nos grandes colégios por meio de bolsas que havia conseguido em função de sua inteligência e curiosidade pelo saber. Não muito alta, porém um corpo divino: pele morena clara, olhos verdes que ao sol tornavam-se azuis. O cabelo era um caso a parte, macio como carne de bezerro, fino como seda, estendia-se até o fim da lombar onde tomava cabo encaracolado. A vida de modelo veio por não ter tempo pra estudar, a mãe não agüentaria sustentar-la até que a graduação acabasse. A então garota decidiu seguir a profissão, mas devido a sua estatura não ingressou a vida nas passarelas, e sim diante das câmeras. O plano era acrescentar certa quantia para financiar sua vida até o fim do curso, porém o comodismo e a carreira promissora a encaminhavam para outro caminho.
Naquela tarde o carro de Lucas havia tido fim em sua gasolina, ele precisou da ajuda de um amigo (sorte a dele que havia guardado o número no porta-luvas do carro). Como era de costume ele não possuía créditos telefônicos e teve que se dirigir a uma banca para comprá-lo. Consumada tal compra ligou para o amigo que veio rapidamente ajudá-lo com alguns litros de gasolina, que bastaram até a sua casa.
Entrando no flat Lucas viu a situação em que sua amada se encontrava: ardia de febre, tossia sem cessar e contorcia-se em calafrios. Ficou preocupado, ligou para um tio médico e tomou as medidas cabíveis. Após o remédio o jovem fotógrafo pensou que uma torrada viria a calhar, aliás, se alimentar era um dos conselhos do tio para a doença de Bruna.
Quando atravessou o vão da sala percebeu o computador ligado e decidiu ver o que ela estava a produzir. Assustou-se quando começou a ler e percebeu poesias impecáveis destinadas a ele, balbuciava em lágrimas o quanto a amava e percebia o quão sortudo era. Eis que ouviu o toque do seu telefone e atendeu. A ligação era a cobrar e Lucas se lembrou de todas as vezes que havia passado por contratempos em função de sua falta de créditos e decidiu não atender, postou o celular em modo silencioso e continuou a desfrutar das letras de sua amada, seguindo afundado em emoções.
Ficou por mais alguns minutos e decidiu dizê-la o quanto a amava, passou pelo local da sala e deu uma olhada rápida em seu aparelho móvel vendo o número de 20 ligações perdidas provenientes de um mesmo endereço celular, ficou um pouco atônito, mas levou em consideração que poderia ser apenas mais um trote. Ao abrir a porta do quarto viu Bruna com os olhos abertos, sem respiração em posição fetal no canto da parede, o sangue escorria de sua boca e podia sentir seu calor a metros de distancia do chão frio, a cena o tomou de súbito e o despiu de razão. No estender do braço da jovem modelo jazia o celular em suas mãos, discando para Lucas.

Teenager idols

A fama dos pseudo - ídolos adolescentes têm à duração de uma puberdade.

Comidas exóticas

Dois velhos amigos estão almoçando em um restaurante vegetariano (exigência de um dos, que defendia a não matança de animais). Conversa vai, conversa vem, o assunto chega a homosexualidade. O vegetariano se coloca contra, posto que seja uma doença, um erro genético. O outro vendo tal conservadorismo do companheiro diz com toda a propriedade: - Você e os homossexuais têm a mesma singularidade!-. –Qual?- Indaga o preconceituoso. –Gostam de uma comida diferente. -